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terça-feira, 17 de maio de 2011

O COACHING CHEGA A UM BAIRRO SOCIAL

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 Autora: Isabel Lourenço



- Quando as características do contexto e dos coachees se alteram…

O coaching é um processo, uma arte ou uma paixão? Ou as três?

Um processo porque se desenvolve numa sequência de fases em que o coachee vai descobrindo e aplicando potencialidades, até ao momento, adormecidas dentro de si.

Uma arte porque uma gestão criativa das ferramentas e das técnicas de coaching pode enriquecer extraordinariamente o processo, em qualquer fase. Como em qualquer arte não existem parâmetros fixos ou receitas previamente definidas para que cada um se possa tornar num melhor artista. Algumas técnicas funcionam nuns contextos e não funcionam noutros. Algumas funcionam com determinadas pessoas e não funcionam com outras. Esta é, aliás, a questão central desta reflexão: Como funcionará o coaching em presença de uma alteração radical das condições sócio-económicas dos coachees?

Uma paixão porque, um procedimento de coaching, uma vez aprendido e utilizado, não é mais possível ignorá-lo. Sobretudo depois de sentir o efeito no outro ou em si próprio.

Já não basta ser líder, professor, amigo, mãe ou pai… é também preciso ser coach.
Muitas empresas estão todos os dias a procurar implementar, não apenas procedimentos, mas também uma cultura de coaching, nas mentes e nos corações dos seus líderes. E a tendência tende a generalizar-se.

No entanto, ainda muitas pessoas não sabem o que é o coaching nem nunca ouviram falar…Outras há que ouviram mas desconhecem o significado… E outras, ainda, confundem o coaching com outras metodologias de intervenção. Há, ainda, um longo caminho a percorrer.

Aplicado em contexto organizacional o coaching tem alcançado resultados surpreendentes, para coaches e coachees. Um factor crítico de sucesso importante é que seja desenvolvido por profissionais experientes, certificados por entidades credíveis e obrigados a cumprir códigos éticos e de conduta, em conformidade com os padrões mais elevados de exigência e rigor.

É, actualmente consensual, que um coaching de qualidade é, um poderoso processo de auto-desenvolvimento pessoal e profissional. Não se conhece outro com potencial equivalente. Os resultados que têm vindo a ser alcançados através da prática do coaching – do bom coaching – em contexto organizacional, têm sido, na generalidade, classificados, por todos os intervenientes, como bons, muito bons ou mesmo excelentes.

No entanto, tudo se tem passado no mundo empresarial e/ou com coachees com elevado nível de instrução, muitas vezes executivos de grandes empresas, inseridas em áreas de actividade dinâmicas e exigentes, quase sempre com elevado poder económico, abertas à consultoria externa e receptivas à introdução de metodologias inovadoras, de que as telecomunicações ou a banca constituem apenas dois exemplos.
Contextos organizacionais exigentes e pessoas altamente escolarizadas pertencentes a um nível sócio-económico médio ou médio-alto, têm constituído, em regra, o cenário e a “matéria – prima” deste coaching. 

E se alterarmos as características do contexto e dos coachees? E se aplicarmos o coaching em contextos mais desfavorecidos e a pessoas com dificuldades económicas e sociais?